
Alô alô Terezinha. Alguém viu uma Set dos Basterds por aí? Para variar, a minha se extraviou e eu jurava que tinha alguma nota para o A Verdade Nua e Crua por lá. Queria ver. =P
Ah nãããão.... não vou me atrever a escrever sobre Inglourious Basterds só por ser o melhor de Tarantino desde Pulp Fiction. Nem sobre a agonia que parece ter durado anos do taco de baseball nas mãos do Urso Judeu... Mas é Tarantinooo, cada segundo vira minuto. Mas foram os longos segundos que fizeram daquele momento um clássico óbvio. Não vou falar do maldito microfone que o diretor enfiou no prato do coronel Hans Landa com todos os tec-tec dos talheres como se fossem personagens da cena, e fizeram com que o pedido do copo de leite fosse deliciosamente sem ar. Aliás, o filme, além de ser de Tarantino, foi de Hans, muito Hans. O cinema, os episódios, a obra-prima final do Brad Pitt e a visível simbologia da obra-prima do próprio Tarantino montando todo o tendéu em 5 meses. Além de fazer o que acho o mais magnífico do cinema-não-verdade, contar a história como quiser, como se não estivesse nem aí para o que os livros de história dizem: “quero atear fogo aos nazistas sem piedade, em todos, inclusive no Fürer. E vou.”. Delicioso, violento e memorável, eu diria. E o arrivederci?? O que foi o arrivederci??? AAAAAAAAAAH! Parei. O dia que eu fizer um estudo minucioso eu falo.
Na verdade a minha ausência aqui está pesando na consciência e queria agradecer a todos que apoiaram o Tcc, dizer que ele ficou lindo e que a banca é dia 18. Obrigada. Aí assisti a dois filmes nesse final de semana e resolvi escrever, sem delongas, só por escrever. Então, pegue os ingredientes fílmicos de A Verdade Nua e Crua e junte com os de Ele Não Está Tão Afim de Você e faça um prato com uma cara ótima, mas pouco comestível. Na verdade Assisti só ao primeiro nesses dias, mas me lembrou muito o outro e parei para pensar o quanto está na moda essas produções “tapa na cara com final feliz” tipo Hitch – O Conselheiro Amoroso. E o pior, o quanto isso pode ser um passatempo bacana e pode ser um saco.
Imagine a mulher, que seja qualquer mulher, desimpedida, independente, dependente, infeliz, qualquer uma. Ela encontra um homem que não tem nada a ver com ela, mas que vai dizer, sem dó nem piedade, toda a verdade sobre relacionamentos: “Se ele quiser ele vai ligar, homens só pensam naquilo, você ligou para ele no dia seguinte? Idiota.” Aí ele ensina como ela deve fazer e depois descobre que está apaixonado por ela e no final eles são felizes para sempre e quebram todas as benditas regras que ele, desde o início do filme, obriga ela a aceitar. Bonito, não é? (ironia) O amor sempre vencendo barreiras. (/ironia)
Para quem gosta de comédias românticas é o mesmo pastelão de sempre, com algumas dicas intrépidas para as mulheres. Algo me diz que, nos dois casos, quem escreveu o roteiro deve ter arranjando umas namoradas bem chatas, não ter conseguido se desfazer delas e depois ficado tão cheio que queria mostrar para o mundo tudo o que as mulheres não deveriam fazer. De que adianta se, no final, tudo é feliz e termina com a sexysalsa e uma cena romântica e bonitinha que faz a pessoa esquecer tudo o que o cara tinha ensinado... Porque, no fim, ele gosta dela sendo chata e mandona, alguém também vai gostar de mim. Pff. Ta, é bacaninha o filme, mas a história é SEMPRE a mesma. Assista Se Beber Não Case, é outro pastelão machista, mas dá para dar algumas risadas. Ou assista Once – Apenas uma vez, ou Porque Choram os Homens, quer ver romance, veja um com um final mais realista. ;]
Quero ver Besouro, alguém me leva? =\
Arrivederci. Rá.











