Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de junho de 2016

#ShortReview ABRIL/MAIO

Tenho tido pouco tempo livre e pra não deixar de fazer uma coisa que eu adoro criei o #ShortReview, pequenos textos sobre filmes que tenho assistido. A ideia é fazer comentários pessoais e não tão analíticos quanto as resenhas que eu normalmente faço aqui, mas vou começar a publicar os arquivos por aqui também. O canal principal é o instagram @cha.tici
CAPITÃO AMÉRICA - GUERRA CIVIL
#shortreview Demorei, mas fui assistir ao Capitão América -Guerra Civil. No caminho de casa ficamos tentando definir o filme em poucas palavras e o diálogo ficou mais ou menos assim: -Samba do criolo doido? -Festa da uva? -Casa da mãe Joana? -Ubatuba no réveillon. Depois que você acostuma com o alto grau de "realidade vídeo game" do filme, a coisa parece que vai engrenar: reencontro de amigos, governo querendo impor limites, disputa de ego. Só que ai BROTA herói. Brota mesmo. O Homem-Aranha -que chocou no último trailer, por exemplo- só tá lá pra cumprir tabela pro próximo filme dele. É tanta gente fantasiada que se tocar marchinha vira bloco de carnaval. E o fato de não ter vilões e ter MUITOS mocinhos resume o filme em "tudo certo, nada resolvido". A gente sabe que é um longa de transição, não conclusão. Algo com um propósito maior. Mas não é por isso que deveria ficar sem sentido. Sem os outros longas Guerra Civil não é um filme, é episódio de série. A produção é incrível e tem fã que pode me xingar, mas imagina que louco se voltassem a terminar filmes com um fim? #movie #cinema #civilwar #captainamerica #ironman #marvel
O ESCARAVELHO DO DIABO
#shortreview Como alguém que tem noção do trampo louco que é a produção de cinema nacional só digo que achei O Escaravelho do Diabo SENSACIONAL. Mas pra dar uma opinião equivalente a expectativa da galera já adianto: vá ao cinema preparado. A adaptação muda aspectos importantes do livro, como a idade do protagonista -na obra literária era um estudante universitário, no cinema um pré-adolescente-, o roteiro tem diversas falhas e, por consequência, a narrativa causa aquele estranhamento comum em alguns filmes nacionais. Dá a sensação de que "dava pra ter trabalhando mais nisso". Achei que o filme ficou sem um público bem definido. Para os adolescentes pode parecer bobo, mas há cenas que mostram que também não é pra crianças. E isso de apostar em cenas pesadas, ainda que sutis, me surpreendeu. 🐞 A cena final de ação ficou muito bem montada e é nela que a história engrena de vez, só que aí o filme acaba em uma cena típica de novela: bonitinha, mas não é cinema. O Brasil precisa parar de fazer novela no cinema!!!! Mas mesmo assim eu achei o filme sensacional porque os atores correspondem bem aos papéis e a história é bem boa, ainda que parecesse melhor quando eu li na escola. Então pode adaptar os próximos livros da série SIM! Pode chamar todo mundo pra ir ao cinema SIM! E vamos dar uma atenção pra esse público mais jovem que não tem vez no cinema nacional. 👊🏼💪🏼 #notsoshort . 🎥📺❤️ #cinema #movie #oescaravelhododiabo #cinemanacional 🇧🇷 #review
MOGLI, O MENINO LOBO
#shortreview A primeira vez que ouvi falar em CGI foi em Jurassic Park e pensei "caramba, isso vai mudar tudo". Pra mim, Mogli reforçou que os caras da computação gráfica estão no caminho certo mesmo: mudou tudo, reconstruiu o mundo digitalmente da forma mais natural possível. Tô indicando o filme pra quem gosta de Mogli porque o espírito se manteve e pra quem gosta de tecnologia porque, mano, os caras se superaram! E indico ainda pra quem ama cinema porque a narrativa simples prova que não precisa ser cheio de firula pra ser lindo. A produção revive o moralismo comum nos antigos clássicos Disney e, mesmo que a realidade da selva não pareça um musical, mantém as músicas -o que é sensacional e super nada a ver com o contexto, mas tudo a ver com o respeito ao sucesso da versão de 1968. #notsoshort . ♥️ ainda te amo, rei Louie, mesmo 20m maior. #thejunglebook #mogli #baloo #kinglouie #RichardParker ops, #sherekhan #mowgli #cinema

domingo, 28 de junho de 2015

Um ator sem amor

Eu nunca vou conseguir ver o Daniel Radcliffe sem pensar no Harry Potter. Nunca. Nem se ele se transformar no novo Jack Sparrow. Isso porque quando alguém cresce interpretando um personagem é o personagem que cresce nele, os trejeitos não mudam, se constroem. O que não faz de Radcliffe um ator tão ruim, só mais um ator marcado.
Quando comecei a ver “Será que?” a marca dele se reafirmou. O personagem é o mesmo e Radcliffe não consegue emplacar um bom romance nem com Cho, nem com Gina, nem com Chantry. Sabe aqueles filmes que quando o protagonista se revela apaixonado pela protagonista você sente um nó na garganta? Então, isso não acontece quando ele é o Radcliffe. E é exatamente por isso que ele combinou tanto com o Wallace de "Será que?".
Na trama Wallace está sozinho desde que a namorada o traiu há um ano. Ele está chateado? Bravo? Se sentindo traído? Não, ele só seguiu em frente sem esboço de sentimento algum. Um dia ele conhece Chantry (Zoe Kazan) e eles viram amigos. E ele continua querendo ser só amigo dela mesmo quando Chantry revela que namora há cinco anos com o bambambam das galáxiasONU, que cozinha e é um cara super bacana. Obviamente Wallace entra naquela Friend Zone não tão Friend assim, mas que todo mundo finge que é só Friend pra não causar intriga cedo demais.
Área com Spoiler. Pare aqui se não quiser saber como a coisa termina.
O que normalmente acontece nesses filmes?
1. O namorado não é tão perfeito, pisa na bola e Chantry fica com Wallace
2. Wallace e Chantry têm um caso,ela se arrepende, a amizade nunca mais é a mesma e na última cena os dois se reencontram após anos, sentem o constrangimento no ar e vão embora
(Poderia ter “3. Wallace sofre, esquece Chantry e segue a vida”, mas aí não teria motivo para fazer esse filme porque já existe e chama 500 Dias Com Ela.)
O que as duas opções acima têm em comum fora estarem no roteiro de 98% das comédias românticas? São drásticas. Sempre tem um rompimento dramático para algum lado. Mas foi exatamente aí que a falta de potencial para demonstrações amorosas do Radcliffe encontrou seu sentido na vida. O namorado da Chantry continua sendo perfeito, o Wallace não tenta nada com ela e mesmo após um momento de coragem para dizer tudo o que sente ele volta a ser o protagonista sem sal e deixa a garota seguir a vida. E ela casa com o namorado perfeito? Não. Ela termina com ele e fica com o Wallace? Sim. Por que, se o namorado não fez nada, era perfeito e o Wallace sem sal? Porque ela quis.
(Eu, sinceramente, torci pelo namorado perfeito. Ele era bem mais legal, seu único defeito era não ter matado o Voldemort.)
Mas felizmente -para algumas pessoas- infelizmente -para outras- a vida está cheia de rompimentos não dramáticos e inexplicáveis, que estão aí só para fazer todo mundo se perguntar: por que?
Portanto, “Será que?” é um filme tão sem sal quanto um Radcliffe apaixonado, mas conseguiu escapar do óbvio e ficar mais real, então vale às 1h40 perdidas se você não tiver nenhum Harry Potter para assistir.