Com os músculos a mostra e cravando uma faca no pescoço do oficial um boina verde diz: “Na cidade você é a lei, aqui eu sou!”. John Rambo, interpretado por Sylvester Stallone nas telas, completou em outubro 30 anos de faixa amarrada na cabeça, faca da sorte no cinto e cartuchos de metralhadora com balas infinitas pendurados no peito. Alguns diriam que ele não chegou nem a meia idade, mas para a história do cinema, datada com menos de 120 anos e marcada por mudanças pontuais da tecnologia, o herói americano é quase um senhor idoso. Na trama do primeiro filme o veterano da Guerra do Vietnã, John (Stallone), é preso injustamente pelo xerife da pacata Hope (no estado de Columbia Britânica, Canadá), mas consegue fugir e promove uma guerra não só contra o oficial que o prendeu, mas contra toda a cidade. Marcado por frases célebres do coronel que o treinou para o Vietnã, como “Eu não vim salvar Rambo dos seus policiais, vim salvar os seus policiais de Rambo”, o longa deu aos espectadores o que eles queriam: ação e sangue. Mas entre balas e machucados costurados por si mesmo, Rambo – Programado para matar, ofereceu muito mais, ele deu a nós um legado. Durante uma entrevista, em meados do lançamento do primeiro longa-metragem da saga, Stallone chegou a comparar seu personagem ao Frankstein, um ‘Rambostein’, que seria visto no futuro como uma criatura pré-arcaica perante as milionárias produções cheias de inserções digitais, chegando a beirar o engraçado. O ator, que também dirigiu o último filme da franquia, utilizou pouco a tecnologia a seu favor, primando pela forma analógica de atuar em cinema do início ao fim da série, fazendo as cenas “no muque”. A repulsa tecnológica fica mais aparente no segundo filme, quando o Marechal Murdock diz que a tecnologia é a maior arma e Rambo responde: “Eu pensei que a mente fosse a nossa maior arma.” John Rambo é um combatente solitário na guerra cinematográfica contra os novos meios, um Tarzan armado à lá velho oeste, considerado um marco do gênero, mas rotulado por muitos já como um dinossauro de museu. A dica é não classificar e dar uma chance a esse herói de meia idade cheio de traumas de guerra. O clássico está envelhecendo, assim como o próprio Rambo. Mas como os bons vinhos são os das mais antigas safras, ele , Sly (como Stallone é chamado pelos amigos), é o ícone quando se fala em personagem de ação e ainda pode, sozinho, desconectar as atuais amarras tecnológicas do cinema e recrutar novos fãs de testas enfaixadas. Afinal, por mais que haja tendências, não há leis para o ‘fazer’ cinema. Comemoração. Muitos fãs foram a Hope para a comemoração de 30 anos da franquia, onde puderam fotografar locais marcantes do primeiro filme, como o penhasco do qual Rambo se joga para fugir da polícia e a ponte de madeira onde o xerife deixa o protagonista para que siga seu caminho. Curiosidades. Na vida real Stallone quebrou duas costelas filmando o salto do penhasco. O roteiro original de Rambo - Programado para Matar previa que o protagonista cometeria suicídio no final do filme. A cena chegou a ser filmada, mas acabou sendo excluída. Rambo IV computou o maior número de mortes da franquia, são 236 pessoas, com uma média de 2,59 mortes por minuto.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
30 anos de ‘Rambostein’
Stallone é o ícone de um gênero em extinção
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Run, Drácula, run!
A relação entre Hotel Transylvânia e a falta de ar
Tenho visto muitas animações ultimamente. Tanto tenho como só escrevi sobre elas, o Cine-Rosebud não mente. Ontem fui ao cinema assistir Hotel Transylvânia, a nova jogada do ator de comédias Adam Sandler e que já vale mais cifrões que seus últimos filmes juntos. Quando os créditos finais começaram a subir eu me permiti colocar os miolos no lugar e tentar respirar. Foi aí que pensei: “Nem se o Forrest Gump quisesse ele correria tanto quanto esse filme.” Os desenhos não são mais como antigamente, isso é um fato. Dias atrás fui assistir a alguns episódios de Caverna do Dragão -que, aliás, gosto muito- e me peguei pescando no meio da trama, pensando longe, bocejando, com a atenção completamente desviada. Ontem, assistindo aos monstros alforriados fazendo a festa no hotel do Conde Drácula, eu lembrei do Mestre dos Magos e sua turma e puxei na memória outros desenhos antigos que não tenho mais conseguido assistir. Doug Funny, Tintin, Cavalo de Fogo, Capitão Planeta, He Man marcaram a minha infância e até hoje eu cito falas e insisto que adoro cada um deles, mas não consigo mais acompanhar o raciocínio. As histórias são enroladas, cheias de detalhes nem sempre necessários, demoram para chegar no “vamo vê”. Por fim, me entreguei a conclusão que o trem da nova era me pegou, e, olha, não é maria fumaça não, é um verdadeiro trem bala. Os animes/mangás dominaram o mundo com seus olhos enormes e reações exageradas, até a Turma da Mônica se adaptou (e confesso, li e gostei.). Os heróis dos quadrinhos fazem sucesso nas telonas, mas continuam sendo ‘cults’ nas páginas das HQs porque o estilo de desenho não alcança o gosto popular. É triste, mas é real. As animações agoras são ágeis, até bruscas, jurassicamente exageradas e o espectador se vê lá, adorando, mas precisando de uma bombinha de asma para conseguir puxar o ar. Hotel Transylvânia é o meu exemplo atual, mas temos Madagascar, Paranorman e tantos outros, até o carismático Nemo, a diferença é que a Pixar sabe dosar a bomba de oxigênio. De qualquer forma estou decepcionada comigo e pretendo retomar o meu gosto pelas histórias curtas de longa duração sem essa parafernalha boa que eu adoro ver. Deve fazer bem pra saúde respirar pausadamente e deve fazer bem pra cabeça dar um tempo na correria.Quanto ao filme que fui ver ontem, não é lá um hotel 5 estrelas, mas o serviço de quarto é ótimo. Pode apostar.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
O efeito Disneyês
Lei universal: Não se vê um desenho da Disney uma única vez, ou duas, ou 15, tanto faz. Quem o fez não é nem exceção à regra, é praticamente um mutante. Do tipo que se martelado no joelho não tem reflexo, não tem alma, ou a perdeu quando fez 14 anos.Não dá. É mais forte que a força de vontade. É humanamente impossível. É cheio de sintomas e com um diagnóstico fácil: se você se familiarizar com algo escrito aí embaixo é porque faz parte de um grupo que felizmente sofre do mesmo problema, aprendeu a falar Disneyês. E uma vez que se sabe jamais esquece, é o efeito rec repete Disney, o cérebro grava e você bota para fora sempre que há uma oportunidade. Os clássicos criados pelos estúdios Disney deixaram há tempos de ser coisa de criança e hoje digo com orgulho que se tornaram praticamente um estilo de vida. Eu sou Disney, do tipo que vê uma situação e repete frases dos filmes como um: “cuidado ele cospe”, escondido entre cenas do Aladin e que eu idiotamente insisto em dizer. Talvez um “eu estou cercado de idiotas!” dito com um tom bem Scar esnobe de o Rei Leão ou um “primeira a direita, segunda a esquerda e segue em frente até o amanhecer” quando alguém pergunta um caminho e eu me vejo dando uma de Peter Pan sem pó mágico e recebendo olhares confusos como resposta. Dá até pra citar uns mais novos, adicionados ao vocabulário há pouco e já desgastados pela repetição. Por exemplo, você pode até não saber seu endereço de cabeça, mas sem dúvida sabe o do “P. Sherman, 42, Wallaby Way, Sidney”, assim como se pede para alguém jurar algo diz “jura de coração?” e faz aquele sinalzinho cruzado sobre o peito que fez dos primeiros 5min de Up – Altas Aventuras os mais românticos e tristes da história da produtora. Eu poderia escrever um blog só sobre o efeito Disney, mas dessa vez preferi ficar no rec repete, o que já é muita coisa. Que menina nunca se imaginou com uma cauda verde e cabelos vermelhos repetindo a cena em que Ariel canta na praia sobre a pedra e as ondas batem ao fundo? Sério, se deixar faço isso até hoje! É involuntário imitar as princesas, querer ser como elas e, se duvidar, sonhar mais com os amigos delas que com os príncipes, já que o Sebastião, o Tata, o Linguado, Mushu e Grili, madame Samovar, Lumiere e Horloge sempre foram bem mais interessantes que o momento do final feliz. Quanto mais o tempo passa mais esses personagens fazem parte da vida de gente que cresceu os assistindo. Quando eu era criança ganhei o meu primeiro VHS e parecia ter ganhado o mundo. Se furasse de tanto assistir com certeza meu O Rei Leão não funcionaria mais. No entanto ele está lá, fita verde, capa amarela, guardado como uma relíquia que me iniciou nesse vício bom. Dias atrás assisti novamente a história do meu primeiro VHS em alta resolução e 3D em um cinema e percebi que ainda guardo na memória todas as falas do filme. Juro, isso não é doença. Pouco depois postei no facebook uma frase de O Rei Leão e um amigo completou com a que viria adiante e me deparei com nós dois reescrevendo a cena completa do filme, fala por fala, palavra por palavra. Também há de se comentar as músicas, as clássicas canções que ainda embalam casamentos e formaturas e as minhas apresentações no chuveiro. Vez atrás estava eu com algumas amigas curtindo um dia de sol na praia quando, por acaso, alguém puxou um verso que logo virou um pout-pourri Disney com direito a vozes trabalhadas e uma briga entre um casal de namorados que estava na nossa frente. Eles iniciaram a discussão só porque ele havia feito o comentário “essa música é de tal filme, amor” e acompanhado a nossa cantoria em baixa voz. Aí, para quem acha que Disney é coisa de mulherzinha ontem eu vi (com o rec repete ligado, ou seja, umas 15 vezes) essa composição do grupo Doo Wop Shop e fiquei com mais vontade de escrever sobre isso. Pra quem gostar tem também o vídeo do fantástico Nick Pitera, um cara que, enquanto sonhamos em ser um personagem, consegue ser todos. O bacana é ouvir as músicas, conhecer todas e se achar o expert. Eu, por exemplo, arrepio toda vez, diversas vezes. Manteiga derretida, fazer o quê. The Doo Wop Shop : "Disney Medley" http://migre.me/a81EM Nick Pitera : "One Man Disney" http://migre.me/a81Bg Tem muito mais coisa, muitas outras frases, mas vou deixar para que vocês também digam as suas. Então é isso. A Disney fazendo com que nós sempre possamos ir ao infinito e além. Principalmente com piadinhas ruins.
sábado, 7 de julho de 2012
O jeito novo de criar seu próprio clássico
Eu sei que o foco principal do blog é colocar em discussão novas tecnologias e mostrar a importância delas no nosso cotidiano ou até a mudança que elas podem causar ao nosso dia a dia. Exatamente por isso hoje eu trago para o conhecimento e, quem sabe, o interesse de alguns, a exposição George Meliés, que está sendo montada no MIS (Museu da Imagem e Som) de São Paulo e será aberta a visitação de 4 de julho à 16 de outubro. Um bom programa de final de semana para quem mora no Vale do Paraíba. Sim, eu sei, tem algo estranho aí. O que há de novidade tecnológica em uma exposição sobre um cara que morreu antes da década de 40? Por mais que pareça que não há nada atual a novidade é que as pessoas que visitarem a exposição poderão passar pela experiência de criar filmes da mesma forma que o mágico do cinema, Meliés, fazia na época em que ficou conhecido como o pai dos efeitos especiais. A partir de um equipamento moderno criado pelo museu e batizado de Instalação Meliés, grupos de até oito pessoas vão poder criar filmes de 30 segundos usando truques semelhantes aos que o diretor utilizava em suas produções. Para tanto, serão disponibilizadas quatro narrativas e, a partir da escolha de um delas será possível montar cenários móveis manipulando recursos cenográficos e efeitos especiais. Vai dar até para adicionar e retirar objetos de cena, pessoas e elementos da narrativa. Bom, talvez Meliés não seja mesmo a novidade e seus filmes também não, mas para quem gosta de cinema e sempre quis desenvolver seu próprio projeto audiovisual para a telona essa pode ser uma experiência bem bacana de primeiro passo. De quebra, ainda dá para pegar algumas sessões gratuitas de filmes desse grande diretor que mudou a forma de fazer cinema entre os anos de 1896 e 1912. É a tecnologia permitindo que a população teste, aprenda e conheça. Tudo ao mesmo tempo. Georges Méliès (1861-1938) foi desenhista, mágico, diretor de teatro, decorador, ator, técnico, produtor-diretor-distribuidor de mais de 500 filmes entre 1896 e 1912. Recentemente, o público pôde conhecer um pouco mais da história de Méliès com o filme A Invenção de Hugo Cabret de Martin Scorsese, que abocanhou 5 oscars na premiação desse ano.
Postado em http://hipertexto.ovale.com.br/ em 02.julho.2012
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Os bons filmes ao cinema tornam
Ontem fui recuperar o cinema perdido em mim, e o fiz. Peguei um pacote tamanho GG de pipoca, um refrigerante bem gelado e sentei na mesma poltrona de costume: no canto esquerdo, ao lado da passarela, pouco acima da metade das fileiras. Apoiei os óculos 3D na ponta do nariz, acompanhei o apagar de cada luz e respirei fundo, sorrindo por dentro, praticamente me sentindo em casa.
Ao fundo a tela preta exibia alguns dizeres decorados por mim há décadas, mas algo mudou, em vermelho queimado as palavras diferenciaram o que era de costume e o sorriso estava novamente ali, em mim, meio bobo, revivendo uma sessão em família que aconteceu quando meu irmão e eu tínhamos sete anos. Ontem, a tela exibia a frase: “Uma exibição especial em 3D.”
O fundo voltou a ficar completamente escuro, sendo quebrado apenas por um nascer do sol esbanjando amarelo e alaranjado no horizonte. A trilha era “Ciclo sem fim”. Arrepiei. Ao meu lado (depois da passarela) um garoto de uns oito anos em sincronia com a voz do pai cantava a letra que marcou a minha infância com O Rei Leão.
Provavelmente eu poderia acabar esse post aqui e a maioria das pessoas entenderia completamente a sensação que tive ao ver esse clássico da década de 90 sendo novamente exibido nas telonas. Ainda hoje eu poderia recitar fala por fala do filme, cheia orgulho. Aliás, se eu já tivesse filhos poderia ser a mim encaixada ali, na descrição do garoto e o pai, cantando a trilha em uníssono e reunindo duas gerações no gosto por essa animação 2D que ultrapassa as décadas.
Impressionando até a Disney, o relançamento do longa (que foi feito para animar os fãs com a chegada do vídeo em 3D Blu-ray) desbancou o primeiro lugar nas bilheterias nos EUA, com uma arrecadação de US$ 29,3 milhões no último final de semana. Rei Leão marcou tanto uma época que, mesmo passados quase 20 anos, está ainda hoje entre as cinco maiores animações da história em bilheteria. E pelo jeito a Disney pretende converter outros grandes clássicos para o 3D e exibi-los nas grandes telas, imagine agora, depois dos ótimos números.
Eu já fiz minha listinha de grandes animações 2D que espero ver no cinema, tendo Dumbo como zerinho corta todos, já que os vôos e aterrissagens do elefante orelhudo seriam um espetáculo a parte. Na sequência, mas não essencialmente na ordem, espero Pinóquio, Bambi, Aladin, A Bela e a Fera, A Bela Adormecida, Cinderela, Peter Pan, A Dama e o Vagabundo, A Pequena Sereia (que também teria um efeito lindo em 3D) e até os mais novos, mas não pouco velhos, Tarzan e Mulan. A lista é tamanha que até acho que vou fazer uma sessão especial em casa, para me preparar.
Quem topa?
Hakuna Matata!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Nas telonas: Super 8
Gosto por ficções científicas? -Check.
Vício por cinema? -Check.
Acha que a Dakota Fenning é uma atriz que não devia crescer? -Check.
Mania de acreditar em conspirações governamentais? -Check.
Fã de carteirinha do Spielberg? -Muito check!
Só viu o trailer do filme? Totally check.
Desarmada de informações e motivada pela tietagem por Steven Spielberg fui ao cinema conferir Super 8 com a melhor das intenções. Saí 2h depois procurando uma aventura perigosa com a qual pudesse me ocupar e que se concretizaria, no máximo, no caminho escuro e tenebroso do ponto de ônibus até a minha casa.
Super 8 se passa no final da década de 70 e tem como protagonistas seis garotos que testemunham a dramática colisão noturna de uma caminhonete com um trem de carga enquanto tentam gravar um curta sobre zumbis. Diversas ligações os levam a crer que a batida não foi um acidente, enquanto o exército tenta encobrir a verdade revelada no filme da câmera: a existência de outras formas de vida (para não dizer alienígenas, já que soa meio feijão com arroz).
Vou deixar o filme como dica aqui no blog porque o Spielberg é o dono do Rosebud original, então tem tudo a ver.
Mentira... E verdade.
Sinceramente a dica é porque o longa pode causar em vocês o mesmo efeito que causou em mim, um agradecimento pós-créditos. Super 8 é visivelmente uma produção cinéfila, um filme apaixonado por cinema e, claro, pelo produtor do próprio: Steven Spielberg. É praticamente uma homenagem.
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Com momentos que lembram grandes clássicos de outras décadas como E.T., Os Goonies, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, e Conta Comigo (de Rob Reiner), o longa é uma montagem do que já foi feito de bom, só que de forma renovada. Eu, particularmente, acho mesmo que há muito tempo não produzem um filme tão bom com crianças e a atuação dos atores mirins é de deixar qualquer adulto comendo poeira. Foco na pequena Elle Fanning, a irmã mais nova da atriz Dakota Fenning e que, graças, ainda não cresceu!
Super 8 me fez ter vontade de voltar àquela época da infância que a gente não mede o perigo simplesmente porque não o consegue ver da forma que realmente é, e age como se tudo –por mais sério que seja- não passasse de brincadeira. O filme singra do drama para a ficção, para a comédia e para um amolecedor-de-corações romance infantil. E com tantos gêneros eu prefiro simplesmente classificá-lo como “nostálgico”, como muitas futuras produções poderiam ser: Releituras novas de grandes épocas do cinema.
Acredito que o diretor J.J. Abrams conseguiu não estragar a surpresa e, com três anos de segredos sobre o longa, alcançou a proposta de despreparar o espectador para que ele pudesse se divertir mais ao ir ao cinema desarmado de muitas informações. Eu não só aprovo como vou tentar adotar mais isso, essa permissão maior do filme poder alcançar quem o vê. Vale a pena.
Como cantaria Cyndi Lauper: It’s good enogh for me... yeah, yeah, yeah hooo.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Qual a sua trilha sonora?

Vi a pouco que Eduardo Coutinho tem um novo projeto cinematográfico em vista e desde o momento que li a matéria me transformei em um ser completamente insuportável. Minha lista do msn virou uma seleção de jukebox alheio e acredito que serei bloqueada por justa causa -vulgo chaTici- por alguns usuários em 3... 2...1...
De qualquer forma estou lançando a pergunta: “Se eu te pedisse pra cantar uma música que marcou sua vida o que você cantaria?” Pelo messenger foi engraçado, eu li desde uma resposta clara e direta, entende-se por “nome da música –artista que canta”, reticências seguidas de um CD completo com uns 15 nomes distintos em gênero e estilo, tem gente que até agora não respondeu (acho que surtou) e recebi até um educado: "porr*! Me come o c* mas não me pergunta isso!”.
Ou então alguém pode simplesmente me perguntar: Por que você quer saber? Claro, essa é a pessoa do bloqueio... E no fundo ela está certa. Por que eu, reles mortal, tenho o direito de saber uma coisa tão pessoal? Na verdade eu não tenho, meu bem, eu só quero. Por fim, com minha busca online confirmei em alguns minutos que eu não sou Eduardo Coutinho, o cara que tem o poder de tirar as respostas do âmago das pessoas – lembrando que é tirar sem usar a força.
O que O cara dos ‘filmes de conversa’ (como ele mesmo classifica) vai fazer agora em seu novo projeto é exatamente o que eu tentei miseravelmente reproduzir: Pedir para as pessoas cantarem. A partir da alforria do gogó o cineasta pretende buscar a subjetividade da vida do indivíduo nessas canções. Segundo o Estadão.com.br, “Coutinho achou que pedir a um grupo de pessoas que cantasse uma canção de sua preferência seria um bom modo de fazer com que falassem melhor de si mesmas.”
Achei a ideia fantástica e já comecei a desenvolver o proposto, mas não para fazer um filme, mas para conhecer melhor as pessoas que eu gosto e vê-las enlouquecendo, já que as reações se mostraram bem interessantes até o momento.
Então eu pergunto a você e gostaria de ter uma resposta, seja ela como for, em forma de versos, palavrões, de coletâneas completas ou de apenas um nome, sem necessidade de explicação. E pode ser por comentário, e-mail, msn, facebook, twitter, falecido Orkut, sinal de fumaça ou código morse, eu só quero uma resposta. Se é verdade que a vida tem trilha sonora, eu pergunto: Qual a sua?
Solte o cantor de karaokê que há em você.
Estou esperando o projeto de Coutinho, estou esperando a sua resposta.
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